Semana 3 – Adquirindo o hábito da leitura de artigos

Essa semana vamos falar de hábitos. O mais comum é termos o mau hábito de não ler. Como já mencionamos anteriormente, há muitas outras pendências e urgências que “gritam mais” e a leitura acaba ficando para depois. Além disto, sabemos que ler um artigo leva tempo. Quanto mais inexperiente o cientista, maior dificuldade em ler um artigo. Só de ser uma tarefa que leva mais tempo, já repelimos a criação desse hábito.

Em seu livro premiado O poder do hábito, Charles Duhigg menciona que 4 em 10 decisões que tomamos são consequencias de hábitos adquiridos. Há tantas coisas que fazemos por hábito não é mesmo? Algumas delas,nem precisamos nos esforçar ou pensar, como escovar os dentes ao acordar. Note que o uso das redes sociais também se tornou um hábito muito facilmente. Você pode notar que pode ficar horas rolando o seu feed ou os seus stories sem muita dificuldade.

O difícil nesse desafio é tornar a leitura diária de artigos científicos tão fácil como esses hábitos que já adquirimos. Como tem sido essas duas primeiras semanas para você?

No nosso grupo do Telegram, ao fim da primeira semana, fiz uma enquete perguntando na se os participantes tinham alcançado sua meta de leitura na semana e:

  • 9% disseram que sim,
  • 18% disseram que não e
  • 73% disseram que parcialmente.

Ainda estamos começando e precisamos de mais tempo e esforço para ganhar consistência. Eu estou com a meta de ler um artigo por dia útil. Já se foram 11 dias úteis no momento que escrevo esse texto e li 9 artigos. Acho que está excelente por enquanto. O negócio é continuar mantendo a atividade nos dias de maior sobrecarga de atividades. O fim do semestre vem aí e coincide com a submissão de um grande projeto para mim. Vai ser desafiador.

Por hoje, eu gostaria de falar mais do livro de Duhigg sobre os estudos acerca do comportamento humano e do entendimento de por que fazemos o que fazemos. O livro aborda nossa capacidade de fazermos coisas de forma subconsciente, com menor esforço. Poderíamos tornar a leitura diária de artigos um hábito tão simples como o de usar redes sociais? Como tornar essa leitura um padrão em nosso dia de trabalho?

Segundo o autor, os hábito são constituídos de um loop de ações, ou seja, comportamentos que se repetem:

  1. A deixa que é um gatilho para realização de uma atividade e é o ponto de partida deste loop
  2. A rotina ou a atividade em si, no caso, a leitura
  3. A recomepensa que é uma sensação ou um prêmio que a realização da atividade nos proporciona

É essa recompensa que aumenta nossas chances de repetir a atividade e adquirir o hábito.

👉🏻 Então deixo um exercício esta semana para vocês: observem qual tem sido sua deixa e sua recompensa das leituras. Por exemplo, você está tentando ler logo que o dia inicia? Esse era o MEU plano inicial mas não estou conseguindo realizar. Acabo deixando para depois que concluir as tarefas mais inadiáveis. Você tem se dado uma recompensa após a leitura? Eu estou marcando na minha tabela do Notion e é uma boa sensação de dever cumprido. Será que é o suficiente? Talvez uns minutos de descanso, de brincadeira com as crianças e com minha cachorra, tomar um capuccino? Enfim, fica como exercício desta semana refletir sobre quais tem sido sua deixa e sua recompensa e se poderia trabalhar isso melhor para facilitar a aquisição do hábito da leitura. Vale também refletir sobre a deixa e a recompensa que lhe faz ter outros hábitos como navegar pelas redes sociais indefinidamente (se você o fizer ☺️).

Nos falamos na semana que vem! Ótima semana para vocês!

Referências

Duhigg, Charles. O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Objetiva, 2012.

Publicado por OnlineBioinfo Bioinformática

Meu nome é Raquel Minardi, sou bacharel em Ciência da Computação e doutora em Bioinformática. Sou professora do Departamento de Ciência da Computação da UFMG desde 2010, membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC), vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Bioinformática da UFMG, coordenadora da rede BaBEL de Bioinformática aplicada a Biotecnologia, vice-coordenadora do comitê especial de Biologia Computacional da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e secretaria da diretoria regional centro-sudeste da Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional (AB3C). Sou fascinada pela área de Bioinformática e pela possibilidade de desenvolver modelos e algoritmos para suporte a resolução de problemas tão desafiadores quanto os que envolvem a biologia e biotecnologia. Também amo ensinar e desenvolver conteúdos para ensino a distância.

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